Reformador, janeiro 1954, p. 22.

 

DE ALMA PARA ALMA

Vallado Rosas

Faze da fé a lúcida cartilha

Na romagem de pranto que te apura,

E, atravessando a grande noite escura,

Segue, louvando a mágoa que te humilha.

 

Não desdenhes chorar, querida filha;

Sob o rude madeiro da amargura,

Atingirás a luz da imensa Altura

Onde a glória do amor se eleva e brilha...

 

Recorda o Mestre aflito e solitário

E agradece, nas urzes do Calvário,

A sacrossanta dor que te ilumina!

 

Vence as pedras da angústia e do cansaço

E, um dia, alcançaremos, passo a passo,

O Eterno Lar da Redenção Divina.

 

(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, na reunião da noite de 4-8-53, em Pedro Leopoldo.)

 

 

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